Paralisia infantil não impede Domingos Rodrigues de fazer mountain bike
Data: 10/10/2016
O mineiro de 41 anos supera as limitações para disputar sua primeira competição 
de grande porte, o XTerra Tiradentes, e incentivar o filho adolescente a pedalar
Por Eu AtletaTiradentes, MG
Os Jogos Paralímpicos de 2016, disputados em setembro, no Rio de Janeiro, chamaram a atenção do público brasileiro, não só pelos excelentes resultados obtidos na competição, mas pela abnegação, vontade de superar marcas e limitações de todos os atletas. Inspirado neste contexto, o mineiro Domingos Rodrigues provou que esse espírito também está presente no XTerra. Um dos destaques da competição off-road, ele teve uma ótima performance durante a prova de mountain bike, em Tiradentes (MG), no último mês.
Orgulhoso por ter completado sua primeira prova de grande porte, Domingos não escondeu sua felicidade com a evolução de seus tempos e performance. Treinando há pouco mais de um ano, ele garante não ter muito tempo para se dedicar ao esporte, já que precisa conciliar vida de atleta com a empresário de um fábrica de calçados em Nova Serrana (MG),

- A prova foi ótima, maravilhosa. Treino há cerca de um ano e essa foi a primeira vez que pude estar competindo no evento. Estou muito feliz com a minha evolução, já que não tenho muito tempo para treinar, por conta dos meus compromissos profissionais. Geralmente, treino três vezes na semana - contou.
Após superar câncer, Renata sobe a montanha e encara trilhas em corrida

Acometido por uma paralisia infantil aos dois anos de idade, o mineiro garante que nunca houve limitações para a prática esportiva. Sempre ativo, ele conheceu o mundo das bikes através de três amigos, que lhe convidaram para pedalar visando a melhora na qualidade de vida.

- Eu tive que lidar com isso desde muito cedo. Nunca deixei de fazer nada, sempre tive vontade de praticar esportes e isso fiz a minha vida toda. O mountain bike surgiu na minha vida por intermédio de três amigos. Eu estava meio gordinho, na época, e eles me chamaram para dar uma volta. Fui gostando e acabei querendo ir além. Hoje em dia, carrego meu filho, de 14 anos, junto. É uma sensação indescritível - explicou.
Cadeirante, Robson vence limitações e renasce com SUP e remada no mar